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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

“ Eu me desenvolvo e evoluo com o meu pai”







No mês de agosto não poderíamos falar em outro assunto que não fosse o dia dos pais. Sabemos o quanto esta data é marcada comercialmente, no entanto, também é um momento onde as pessoas podem homenagear seus pais, com demonstrações de carinho e afeto.

Nos orientamos a partir de posições a serem ocupadas: ser filho, ser irmão, ser mãe, ser pai, enfim, atribuímos uma identidade para nos relacionarmos socialmente. A busca é a da construção de uma família, não interessando como ela será formada, já que a família é a instituição anterior a qualquer sociedade. Podemos dizer então que o que acontece com a família se reflete no social, e vice-versa.

Com a revolução industrial, houve maior necessidade da participação da mulher no mercado de trabalho, e isto trouxe diversas conseqüências dentro da família. A mãe era responsável pelos cuidados e educação dos filhos e o pai, o provedor, quem sustentava financeiramente a família. Mas como ficaram os papéis dentro da família? Quem é pai e quem é mãe?

É sabido por todos qual a função da mãe, a de gerar um filho, cuidar, transmitir afeto, suprir todas as suas necessidades físicas e mentais, pois no momento em que nasce uma criança, a vida da mãe fica fundida com a do seu filho, há uma relação única. Mas então,qual seria a função do pai? O pai é aquele que representa a lei maior, é quem nos oferece a chance de seguir com a vida, de lidar com as frustrações e assim, evoluir. Quando dizemos função, é para deixar claro que o exercício da mesma, não é necessariamente feito pelo pai biológico, mas sim aquele ou mesmo aquela que possibilitam que a criança possa, aos poucos separar-se dessa relação exclusiva com a mãe, e conhecer um novo mundo, que possui normas, regras e leis que estarão impostas durante toda a sua vida.

O pai estaria atuando nessa relação intensa e necessária entre mãe e filho, retirando aos poucos o investimento total que é direcionado ao filho, e voltar-se a um terceiro (que pode ser ele mesmo). O bebê fica com fome e ao chorar a mãe o alimenta, fica com sono e a mãe o faz dormir, portanto, o que predomina nesse momento é a onipotência infantil, onde a criança não é submetida a nenhum limite. Mas, se o pai não entra nessa relação, como esse ser que tem suas necessidades todas atendidas irá conseguir se formar como alguém independente? É aí que a função paterna entra, pois o corte inicial estabelece um primeiro não, a esse “serzinho” que acha que pode tudo, passa a entender que para se socializar terá que aprender a respeitas as regras.

O que queremos dizer com tudo isso, é que vemos as famílias hoje não mais como antigamente, uma família “completa’ e quem acaba sofrendo as conseqüências são os filhos. tais comportamentos podem trazer dificuldades, pois os mesmo perdem a oportunidade de desfrutar dos ensinamentos paternos, o que pode causar prejuízos em seus relacionamentos futuros; em lidar com a vida e com os limites. Portanto, cada atitude e gesto realizado por quem exerce a função paterna, fazem-se necessários para a formação de uma criança.

Mas simplesmente se dizer pai, não é o suficiente, nem pelo verdadeiro pai, e nem pelo que se diz cumprir tal papel. Ser pai é muito além de ser um pai jurídico ou um pai biológico, tem que ser pai de coração, emoção, dedicação e doação.


Raquel Gomes da Silva e Roberta Santos Gondim



der que para se socializar termesmo). aos poucos separar-se dessa relaç

3 comentários:

nayra disse...

O texto mais uma vez ficou ótimo! Meninas, vocês estão de parabéns!=D
beijos,
Naninha

ivana disse...

Adorei o texto!!! Adorei mais ainda o blog de vocês, passando conhecimento de uma forma clara e interessante.
Parabens!!!
Bjs
Ivana

Natália disse...

Nossa, muito bom o texto, aliás, os textos que foram publicados...estarei sempre aguardando o próximo...E não poderia de deixar de dar os parabéns pela grande iniciativa e pela contribuição que vcs estão dando para todos aqueles que gostam de psicanálise...Bjão natália