Seguidores

domingo, 24 de janeiro de 2010

A dor que o riso esconde


ARTIGO SETEMBRO-09

Todo mundo conhece alguém que costuma levar ao pé da letra a expressão “perde o amigo, mas não perde a piada”. Pessoas assim manifestam o bom humor através do sarcasmo, de brincadeiras de duplo sentido, ironias e piadas com origem agressiva, que servem mais para denegrir uma pessoa do que para divertir.
Brincar com as formas que o mundo se apresenta ganha cada vez mais espaço, inclusive como meio de auferir lucro. Atualmente, vemos na televisão programas cujo foco é fazer os outros rirem de alguma “vítima” escolhida para ficar na berlinda. Ironiza-se o pobre, o feio, a patricinha consumista , o político apegado ao dinheiro alheio... As pessoas identificam-se com estes personagens da vida real, e mesmo que seja cada vez mais difícil, ainda encontram uma maneira de achar graça da própria desgraça.
Vivemos no tempo da depressão e dos antidepressivos, tempo de uma sociedade tomada pela velocidade e pela euforia. Mas ao questioná-la, o sujeito parece estar fadado à incompreensão da maioria. Sente-se, então, na obrigação de viver as 24 horas do dia “feliz”. Mas como viver sempre feliz na miséria, na exploração sem recompensa ou mergulhado nas próprias angústias? É impossível!
O humor, na categoria dos chistes (que tem como significado malícia disfarçada que um dito ou escrito encerra), é considerado por Freud como uma das quatro formações do inconsciente, ou seja, o inconsciente comparece através de brincadeirinhas que para muitos não tem sentido nenhum. Sabemos o quão doloroso é ter que lidar com a realidade, assim, o humor surgiria como forma de alívio dos sofrimentos da vida. Através da piada posso falar aquilo que sinto sem ter que me sentir responsável por nada. Afinal, tudo não passa de piada,não é mesmo? A cena poderia ser trágica se não fosse cômica, muitos se aliviam pensando assim. Freud considera os chistes como liberdade aos desejos sem a preocupação com as normas sociais e da ética.
O humor pode ser uma via de fuga sem volta, pois muitos se utilizam das piadas e trocadilhos como forma de encarar até mesmo seus problemas mais sérios, com anedotas sobre si mesmo. Mas tudo tem sua medida. Não podemos transformar tristezas da vida em algo que precisa a todo custo ser domado. É preciso vivenciar perdas e sofrimentos num processo natural que, aos poucos, no seu tempo, vai se elaborando.
Quando a tempestade passar, aí sim, dê uma boa gargalhada.

2 comentários:

Cardoso disse...

Olá!
Se você quer uma avaliação de seu imóvel para venda ou aluguel, ou projetos de Arquitetura, fazemos visita sem compromisso.
Se você tem interesse em apartamentos ou casas para sua vida, também temos.
Se você é investidor ou comerciante, temos excelentes pontos comerciais abaixo do preço do mercado, para expandir seu negócio. Temos salas comercias para aluguel e venda, pontos comerciais no Entroncamento e no Comércio e em outras localidades..
Também fazemos a criação de seu site..
Qualquer informação,
DOUGLAS CARDOSO - Tayasmana – Negócios Imobiliários e Arquitetura

9121-7321 / 8157-4611 / 8829-2127

Victor Correa disse...

Ótimo Texto.